Bolsonaro pede a comandante do Exército para não punir Pazuello por participação em ato no Rio

O presidente Jair Bolsonaro segue na tentativa de proteger o ex-ministro Eduardo Pazuello de uma possível punição por ter participado de ato político no Rio de Janeiro. O mandatário pediu ao comandante do Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, para poupar o ex-ministro. Ao participar do evento, Pazuello não pediu autorização a seus superiores hierárquicos e se recusa a ir espontaneamente para a reserva.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o pedido de Bolsonaro ao comandante do Exército foi feito durante a viagem a São Gabriel da Cachoeira (AM), onde Bolsonaro foi inaugurar uma ponte de menos de 20 metros. Na ocasião, estavam presentes o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e o chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

O presidente já havia telefonado diretamente para o ministro da Defesa para proibir a divulgação de qualquer manifestação pública a respeito da participação do ex-ministro da Saúde no ato político. A situação provocou enorme constrangimento e muito debate entre os membros do Alto Comando do Exército, que decidiu tomar medidas contra Pauzello.

O Exército está abrindo um processo de investigação de transgressão disciplinar. A decisão foi tomada pelo comandante da instituição, que teria ouvido a opinião de todos os integrantes do Alto Comando.

O vice-presidente Hamilton Mourão, general da reserva, compartilha da mesma opinião de que Pazuello deve ser punido. “A regra tem que ser aplicada para se evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças Armadas. Assim como tem gente que é simpática ao governo, tem gente que não é”, disse Mourão a jornalistas.

Fonte: Fórum

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