Nesta quarta, Inter e Juventus tentam salvar a sua temporada

A conquista da Copa Itália nesta quarta-feira, 11 de Maio, deverá salvar a temporada da equipe que levar a taça, a Internazionale de Milão ou a Juventus de Turim. Carinhosamente apelidada de “Biscione”, por causa da serpente mitológica que lhe serve de símbolo visual, a Inter provêm do título do “Nazionale” de 2020/2021, o seu 19º, e sonhava com o bi que lhe permitiria bordar a segunda estrelinha dourada nos seus uniformes. Porém, só liderou o Campeonato em meras oito das 36 jornadas até agora disputadas, entre a 17 e a 24. A “Senhora”, por sua vez, perereca horrorosamente na segunda “stagione” consecutiva depois do seu enea. Muito mal e porcamente  assegurou uma vaga na próxima Champions League da UEFA. Sem dizer que as duas fracassaram de maneira patética na atual ChL, a principal competição de clubes do planeta. A Copa Itália, enfim, valerá de vil consolo.

A "Biscione", símbolo da Inter

A “Biscione”, símbolo da Inter

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Acontecerá em jogo único no Olímpico de Roma a final da Copa Itália de 2021/2002. Já houve tempo em que tal decisão ocorria em duas partidas e nas respectivas sedes das agremiações envolvidas. Os próprios clubes, através da sua Liga, alteraram o sistema em 2007/2008. Sobre os ingressos, a Liga e o CONI, o Comitê Olímpico da Bota, ficam com 20% e os dois contendores, 40% cada qual. A neutralidade do estádio e a divisão equitativa dos “tifosi” limitam qualquer favoritismo. Entretanto, basta entender os números do Campeonato para vislumbrar que existem  diferenças. Embora dois pontos atrás do Milan, e apenas seis a se disputarem, a Inter ainda fantasia um “miracolo” capaz de produzir uma reviravolta. E está nove pontos à frente da Juve. Ostenta o melhor ataque, a melhor defesa do certame, 78 gols contra 31. A “Senhora” tem uma boa retaguarda, 33 tentos. Todavia, uma sofrível ofensiva, 55. Dois dos integrantes do seu tridente de frente, Vlahovic e Morata, vivem uma estiagem. O espanhol não marca desde 12 de Março. E o sérvio, 16 de Abril.

Vlahovic, da Juve, quatro partidas sem gols

Vlahovic, da Juve, quatro partidas sem gols

@SERIE A CALCIO

No seu trajeto dentro da Copa Itália, as duas equipes se desincumbiram de maneira praticamente igual. A Inter se desvencilhou de Empoli (3 X 2), Roma (2 X 0) e Milan (0 X 0 e 3 X 0). A Juve, de Sampdoria (4 X 1), Sassuolo (2 X 1) e Fiorentina (1 X 0 e 2 X 0). Na temporada toda, a “Bisicione” suplanta a “Senhora”. No “Nazionale”, em seus domínios um empate 0 X 0, em viagem uma vitória por 1 X 0, mais o sucesso na Supercopa, 2 X 1. A Juve, de todo modo, prevalece no global dos desafios. Aquele desta quarta será o de número 245 no duelo batizado de “Derby d’Italia”. Até agora a Juve somou 110 sucessos contra 74 da Inter, registrou 346 tentos e sofreu 300. Na Copa Itália, especificamente, a contenda de número 34. Desse total, a Juve soma 15 vitórias contra 10 da Inter, folga de 50 X 39 nos gols.

A Mole Antonelliana, mácula no perfil de Turim

A Mole Antonelliana, mácula no perfil de Turim

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E por quê “Derby d’Italia”? No Calcio da Bota existem quatro clássicos “stracittadini” – entre as agremiações de uma mesma localidade, cada qual com o seu apelido. Em homenagem à estátua da mãe de Cristo que se localiza no topo do Duomo, o combate Inter e Milan virou o “Derby della Madonnina”. Razões óbvias transformaram Lazio X Roma no “Derby della Capitale”. Por causa, mil perdões, de uma horrorosa edificação que contamina o belo perfil arquitetônico do Centro Histórico de Turim, o jogo entre a Juve e o Torino virou o “Derby della Mole”. Honraria a um farol que, ainda hoje, orienta os navegantes no acesso ao porto de Gênova, Genoa X Sampdoria virou “Derby della Lanterna”. Em 1967, atiçado por colegas da Mídia que debatiam qual seria o combate mais significativo do “Calcio”, o antológico Gianni Brera (1919-1992), desde 1949 o editor-chefe da “Gazzetta dello Sport”, não titubeou e escreveu um artigo em que utilizou a alegoria para descrever um Inter X Juventus.

Um trem da "Frecciarossa", a patrocinadora oficial do Calcio da Bota

Um trem da “Frecciarossa”, a patrocinadora oficial do Calcio da Bota

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Nada melhor, aliás, para celebrar o Jubileu de Diamante da Copa Itália, ou a sua edição 75, embora, ironicamente, a disputa já tenha um século de vida. Estreou como competição oficial em 1922, vitória do Vado, clube que, hoje amador, se esconde na Série D, ou a quarta divisão do Calcio. Então, teve 38 representantes das sete regiões no norte da Bota. Então, com o tempo, passou a hospedar times das repartições inferiores, de todas as vinte regiões da Itália. No entanto, nesses cem anos, em diversas vezes se interrompeu até se firmar em 1957/1958 com o triunfo da Lazio. Já chegou ao recorde de 78 times. Hoje, patrocinada pela Frecciarossa, a empresa de trens de alta  velocidade que cruza a Bota, ostenta apenas 44 times, os 20 da Série A, os 20 da B, os quatro primeiros da C. Esta edição começou em 7 de agosto de 2021 e aqui teve 45 partidas e 150 tentos, a média de 3,33. A Juve, detentora do troféu, acumula 14 títulos. A Inter ganhou sete. Menos do que os nove da Roma.

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